terça-feira, 30 de abril de 2013

Água para o desenvolvimento


Artigo "Água para o desenvolvimento"

Jornal O Globo, 26/03/2013, Opinião, p. 17

Recentemente, a ONU divulgou que o mundo atingiria, até 2015, o Objetivo de Desenvolvimento do Milênio (ODM) de reduzir pela metade a proporção de pessoas sem acesso à água potável. No entanto, o planeta enfrenta enormes desequilíbrios entre regiões e países no que diz respeito ao acesso à água de qualidade, e dificilmente atingirá a meta global de saneamento. Quase 40 milhões de pessoas ainda carecem de acesso à água de qualidade, e 120 milhões não têm instalações sanitárias apropriadas, sendo a maior parte delas pobres de zonas rurais em países menos desenvolvidos.

A dificuldade de acesso à água potável e a escassez de recursos hídricos em muitas partes do mundo - no Brasil, a recente seca do Nordeste foi a pior das últimas décadas - tendem a se agravar. Com o crescimento previsto da população urbana, o aumento da demanda mundial por alimentos, na ordem de 70% até 2050, e a expansão da atividade industrial e da produção de energia, aliados à intensificação das mudanças climáticas, será cada vez maior a pressão sobre as fontes de água doce.

Diante desse cenário, o Ano Internacional de Cooperação pela Água, coordenado pela UNESCO, chama a atenção para os benefícios da cooperação no gerenciamento da água, um bem fundamental que, se for bem utilizado e compartilhado, pode fomentar a confiança entre diferentes grupos, comunidades, regiões e Estados, além de promover a paz. Entretanto, se se tornar mais escasso ou concentrado nas mãos de poucos, pode intensificar tensões e conflitos e, até, em situações extremas, provocar guerras entre países.
A cooperação pela água é, portanto, essencial para a segurança e a convivência pacífica mundial. A água não está confinada a fronteiras nacionais. Existem, na atualidade, 148 países que compartilham bacias hidrográficas transfronteiriças. O Brasil, país que detém 12% da água doce corrente do planeta, tem no Aquífero Guarani um bom exemplo de cooperação com a Argentina, o Paraguai e o Uruguai. Em agosto de 2010, os presidentes dos quatro países assinaram um acordo de cooperação para a ampliação do conhecimento sobre o aquífero e a identificação de áreas críticas. Os países comprometeram-se a conservar e proteger o aquífero para garantir o uso igualitário de seus recursos hídricos.
Em um momento de crise global - de ordem econômica, financeira, política e ambiental -, os governos e a sociedade devem estar atentos ao papel central da cooperação pela água para o desenvolvimento da economia e do bem-estar social das nações. Isso, sobretudo, após o Relatório Mundial das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento dos recursos hídricos (WWDR4) ter previsto, em 2012, a intensificação das disparidades econômicas entre países e entre setores econômicos ou regiões dentro dos países, por conta da demanda crescente pelos recursos hídricos, tendo como principais vítimas as pessoas mais pobres. O relatório mostra ainda a necessidade de se realizar uma ação concertada, por meio de uma abordagem coletiva dos setores que fazem uso intensivo da água, para garantir que os benefícios sejam distribuídos equitativamente. 

Lucien Muñoz é economista e representante da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) no Brasil.
Fonte: UNESCO

sábado, 20 de abril de 2013

Atitude Sustentável

Ações de educação ambiental nas margens do Rio Paraíba do Sul, São José dos Campos, SP 
"É fundamental diminuir a distância entre o que se diz e o que se faz, de tal maneira que num dado momento a tua fala seja a tua prática."        Paulo Freire

terça-feira, 16 de abril de 2013

Para onde vai seu lixo?

Percepção ambiental das margens do Rio Paraíba do Sul na Região Norte de São José dos Campos

Para muitas pessoas lixo é aquilo que não tem mais utilidade ou que  sobrou de uma atividade qualquer e que descartamos para ir para longe e desaparecer.  Mas  quando o lixo produzido não tem um destino correto ele pode acabar nas margens do Rio Paraíba do Sul. 
Em alguns trechos das margens do Rio Paraíba moradores cuidam da limpeza e plantam árvores, é o caso do Sr. Alceu, que mora há  mais de 20 anos no local e faz da margem do rio a extensão do seu quintal. Já plantou muitas árvores frutíferas e conta um pouco do que vem acontecendo com o Rio Paraíba. 
Na Região Norte de São José dos Campos, próximo as margens do Rio Paraíba do Sul, as pessoas podem descartar materiais recicláveis nos ECO PONTOS.
Confira os endereços: 
LocalEndereçoDia da coleta 
(sempre no período da manhã)
Estágio atual
Centro Comunitário do Alto da PonteRua Alziro Lebrão, s/n
Alto da Ponte
3ª, 5ª e sábadoApto a receber materiais recicláveis limpos da população.
Centro Poliesportivo do Altos de SantanaAvenida Altos do Rio Doce, 801
Altos de Santana
2ª, 4ª e 6ª feiraApto a receber materiais recicláveis limpos da população.

Outros ECOPONTOS em São José dos Campos, AQUI 

segunda-feira, 15 de abril de 2013

Aula de Campo

Aula de Campo - Rio Paraíba do Sul

A aula de campo na eletiva ambiental - Água Educa,  é essencial, pois através dela é possível identificar a interferência do homem no ciclo da água.
Rio Paraíba do Sul, região norte de São José dos Campos
Gabriel Sales mostra o lixo encontrado no caminho até as margens do Rio Paraíba
Emerson recolhe copinho de sorvete jogado na grama
Aluna encontra uma semente de manga que brotou no lixo
Nas margens do rio um grande volume de lixo

sábado, 13 de abril de 2013

Reportagem Planeta Vanguarda


Imagem: Planeta Vanguarda
Participação dos alunos da Escola Integral Ilza Irma no novo quadro do Programa Planeta Vanguarda sobre Educação Ambiental 
Cindy explica a importância do Monitoramento da qualidade da água
Analisando a qualidade da água - Imagem : Alana
Imagem: Alana

sexta-feira, 12 de abril de 2013

Ciclo da Água

Ciclo hidrológico ou ciclo da água
Ciclo da água - MEC 
O ciclo hidrológico, ou ciclo da água, é o movimento contínuo da água presente nos oceanos, continentes (superfície, solo e rocha) e na atmosfera. Esse movimento é alimentado pela força da gravidade e pela energia do Sol, que provocam a evaporação das águas dos oceanos e dos continentes.
Na atmosfera, forma as nuvens que, quando carregadas, provocam precipitações, na forma de chuva, granizo, orvalho e neve.
Nos continentes, a água precipitada pode seguir os diferentes caminhos:
 • Infiltra e percola (passagem lenta de um líquido através de um meio) no solo ou nas rochas, podendo formar aqüíferos, ressurgir na superfície na forma de nascentes, fontes, pântanos, ou alimentar rios e lagos.
• Flui lentamente entre as partículas e espaços vazios dos solos e das rochas, podendo ficar armazenada por um período muito variável, formando os aqüíferos.
• Escoa sobre a superfície, nos casos em que a precipitação é maior do que a capacidade de absorção do solo.
• Evapora retornando à atmosfera. Em adição a essa evaporação da água dos solos, rios e lagos, uma parte da água é absorvida pelas plantas. Essas, por sua vez, liberam a água para a atmosfera através da transpiração. A esse conjunto, evaporação mais transpiração, dá-se o nome de evapotranspiração.
• Congela formando as camadas de gelo nos cumes de montanha e geleiras.
 Apesar das denominações água superficial, subterrânea e atmosférica, é importante salientar que, na realidade, a água é uma só e está sempre mudando de condição. A água que precipita na forma de chuva, neve ou granizo, já esteve no subsolo, em icebergs e passou pelos rios e oceanos. A água está sempre em movimento; é graças a isto que ocorrem: a chuva, a neve, os rios, lagos, oceanos, as nuvens e as águas subterrâneas.
 Fonte: MMA - Ministério do Meio Ambiente - Ciclo Hidrológico
Confira na animação todas as etapas do ciclo da água, vital para nossa existência e a do plante:  AQUI
Leituras recomendadas
Ciclo da Água - Geomundo
O que é o ciclo da água? USGS 

quarta-feira, 10 de abril de 2013

Declaração Universal dos Direitos da Água

Cindy e Natália lendo a Declaração Universal dos Direitos da Água
A ONU elaborou um documento com medidas cautelosas a favor desse bem natural, trazendo também informações para garantir a cultura de preservação ambiental e a consciência ecológica em relação à água.
Na Declaração Universal dos Direitos da Água,  dentre as principais abordagens estão:
  • Que devemos ser responsáveis com a economia de água, pois essa é condição essencial de vida;
  • Que ela é um patrimônio mundial e que todos nós somos responsáveis pela sua conservação;
  • Que a água potável deve ser utilizada com economia, pois os recursos de tratamento são ainda lentos e escassos;
  • Que o equilíbrio do planeta depende da conservação dos rios, mares e oceanos, bem como dos ciclos naturais da água;
  • Que devemos ser responsáveis com as gerações futuras;


  • Que precisamos utilizá-la tendo consciência de que não devemos poluí-la ou envenená-la;
  • Que o homem deve ser solidário, evitando o seu desperdício e lutando pelo seu equilíbrio na natureza.

  • Com esse documento, a Organização das Nações Unidas tornou obrigatório que todos as pessoas sejam responsáveis pela qualidade da água, bem como pela sua manutenção, tendo, assim, formas de garantir a melhoria de vida no planeta. (  Cultura ambiental nas escolas )